No ano de 2023, a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e o Itaú Social publicaram um estudo que revelou o alarmante dado de que 89% das turmas de creche e pré-escola não contam com aprendizados relacionados à educação étnicoracial. Nesse prisma, o Núcleo Ciência pela Infância (NCPI) denuncia que os possíveis efeitos do racismo no desenvolvimento infantil são: a rejeição da própria imagem e impacto na autoestima, a construção de uma identidade racial desvalorizada, os problemas de socialização e inibição de comportamento, o estresse tóxico, a ansiedade, a dificuldade de confiar em si etc. Diante de tais informações, pode-se asseverar que o principal efeito advindo do fato de ignorar a raça na constituição das relações sociais e nas propostas pedagógicas da educação infantil expressa-se como a tendência
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A de combater o racismo como uma responsabilidade dos movimentos sociais fora da escola. Somente quando demandada por tais movimentos a escola deverá agir.
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B de tornar transparente o objetivo constitucional e legal de legitimar as desigualdades em todo o território brasileiro.
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C de equiparar negros e brancos, como se eles tivessem as mesmas oportunidades.
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D de perpetuar na escola uma prática de ensino antirracista.